Denise Alcântara - Clínica de fisioterapia

GDS

Unidade Nassau Modalidades

Equilíbrio, unidade do corpo, organização correta ao redor de um centro.

O método das cadeias musculares e as técnicas GDS, foram concebidos e elaborados pela biomecanicista, fisioterapeuta e osteopata Godelieve Denys Srtuyf, nos anos 1960-70. segundo ela o corpo funciona por meio de grandes circuitos musculares, traduzidos por cadeias e cada circuito é um caminho de tensão.

O método G. D. S. fornece instrumentos de pesquisa para saber como olhar o corpo que temos diante dos olhos, como analisar uma situação, comparar, seguir uma evolução e compreende-la. Para a fase terapêutica propriamente dita, faz uso de múltiplas estratégias e combinações de técnicas; técnica de pele, alongamento, modelagem, manobras de "reafinação" entre as direções de tensão dos músculos próximos (accordage), contrações isométricas, exercícios de ativação, mobilizações espiróides, conscientizações e ginástica mental.

A abordagem própria das cadeias Musculares é provavelmente a única que tem o objetivo de individualizar a escolha de técnicas de tratamento mais apropriadas à especificidade de cada paciente. Essa escolha é feita a partir da identificação de certas características psicomotoras que ele possa apresentar.

O corpo é um meio de comunicação extraordinário, que devemos conhecer e estruturar. Para uma abordagem individualizada - seja ela preventiva ou curativa - é importante "olhar" as mensagens gestuais e posturais desse corpo, para decifrá-las e entrar em comunicação, (verbal e não verbal) com ele. É fundamental que ocorra tal diálogo entre terapeuta e o corpo do paciente, sobretudo quando a palavra está ausente, viciada ou "doente". O mais importante no Método GDS é que ele oferece a cada um a possibilidade de assumir o trabalho terapêutico e preventivo sobre si próprio.

Características gerais: É primeiramente um método de leitura da postura, dos gestos e formas do corpo que fornece elementos para a compreensão dele e para o diálogo entre terapeuta e paciente, seja ele bebê, criança ou adulto. Tal leitura vai delimitar um tipo de "terreno", psicomotor e fisiológico, com seus pontos fortes e fracos, e sugerir uma abordagem terapêutica apropriada ao terreno e uma estratégia de prevenção.

As observações relativas ao modo como o paciente utiliza o corpo irão por sua vez determinar os "modos de emprego" mais adequados a esse específico sistema locomotor. O resultado será um modo funcional e personalizado de equilíbrio, harmonização e utilização corporal mais consciente e adaptado ao paciente e às exigências do seu ambiente.

É um método de tratamento que emprega uma diversidade de técnicas: ajustamentos osteoarticulares, modelagens, harmonização das tensões musculares (accordage), manobras que associam contrações isométricas e alongamentos, posturas e massagens. Estas ultimas podem ser profundas ou mecânicas, leves e energéticas e principalmente reflexas.

Os temas principais do Método de Cadeias são o funcionamento harmonioso do corpo e o respeito à sua tipologia, o equilíbrio dos seus vários segmentos, a unidade e organização deles ao redor de um centro.

Corrigir as imagens errôneas que temos do próprio corpo e do seu funcionamento, para depois "construí-se" com imagens justas, é procedimento essencial para funcionarmos com mais facilidade, retardando os efeitos do uso. A "imagem justa" é ainda mais importante quando queremos acelerar uma recuperação, ultrapassar um handicap, ou as seqüelas de um traumatismo ou de cirurgias.

Equilíbrio, unidade do corpo, organização correta ao redor de um centro, não se atingem unicamente com desbloqueios de articulações ou de cadeia de músculos, nem desbloqueio de emoções. Chega-se a esse resultado através de uma construção. Através da estruturação lenta, consciente e precisa de um corpo e de um espírito freqüentemente fragmentados em conseqüência de nossos modos de pensar e de viver. Trata-se de um corpo a construir ou a reconstruir, e que é o "local" onde se localiza o "centro" e a unidade da pessoa.

O momento que atravessamos oferece essencialmente meios de desfazer, diluir e eliminar, porém oferece pouco no sentido de solidificar, refazer, enraizar, de organizar, enfim. Desfazer, desbloquear são somente etapas de passagem. É preciso organizar e consolidar para se chegar ao resultado final.

GDS não acredita que existam técnicas melhores ou piores que outras. Existe sim, a aplicação desastrosa de técnicas que, seguindo a moda ou a rotina, são aplicadas a todos sem discernimento. Ou quando o terapeuta projeta o seu vivido no paciente, buscando através do outro o processo da própria terapia. Quando mais a técnica é eficaz mais ela pode curar.

Fazendo uso do conjunto de leituras do corpo, de leituras do ambiente físico e mental que cerca o paciente, dos princípios de equilíbrio cada terapeuta encontra suas próprias estratégias, que ele refinará com a experiência em função de cada um dos seus pacientes.

Outro ponto dos mais importante no Método GDS é que ele oferece a cada um a possibilidade de assumir o trabalho terapêutico e preventivo sobre si próprio. Estão ao alcance de todos nós algumas chaves para nosso próprio corpo. Podemos aprender a desenvolver uma estratégia psico-corporal de prevenção, adequada ao nosso caso ou contribuir para a cura de nosso organismo "doente".

Por: Denise Ventura de Alcântara

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